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11 de Janeiro de 2016

 

 

 

http://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/morreu-david-bowie

 

A notícia foi confirmada na página oficial de Facebook do cantor. "David Bowie morreu em paz rodeado pela sua família depois de uma luta corajosa de 18 meses contra um cancro", pode ler-se no comunicado deixado pela família na rede social que acrescenta ainda "ainda que muitos de vós partilhem connosco esta perda, pedimos que respeitem a privacidade da família durante este período de luto".

Foi em 1972 que Bowie deu o salto para o estrelato com o álbum "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars", o mesmo disco que viu nascer o seu alter-ego Ziggy Stardust.

 

A sua carreira deu à música canções tão memoráveis como "Space Oddity", "Heroes", "Let's Dance" ou "Under Pressure" e o seu percurso deu-lhe o estatuto de artista mais camaleónico do mundo. Ao longo de toda a sua carreira terá vendido mais de 140 milhões de álbuns.

No cinema também teve uma carreira relevante, com participações em "Feliz Natal, Mr. Lawrence" ou "Labirinto".

Bowie tinha acabado de lançar o 25ª álbum da sua carreira, "Blackstar", no dia 8 de janeiro, o dia do seu 69º aniversário.

Há três anos, também no dia de aniversário de Bowie, era lançado "Thin Duke", escolhido para acabar com os muitos anos de silêncio, com a canção "Where are we now?", reacendendo a chama que alguns consideravam quase apagada.

Dois meses depois, um álbum com acentos rock e melodias acessíveis, "The Next Day", confirmou o regresso em grande forma do artista das mil faces que permaneceu em silêncio por alguns anos, mas que foi celebrado com uma exposição itinerante que alcançou, em 2015, o milionésimo visitante durante a passagem por Paris.

Desde então, o londrino tinha-se dedicado a vários projetos, como bandas sonoras, comédia musical e algumas participações pontuais, como no último álbum dos Arcade Fire.

Bowie sempre gostou de experimentar coisas novas, o que o levou até à música jazz: o 25º álbum do cantor, sob o signo de uma estrela preta misteriosa ("Blackstar"), é atravessado por baterias epilépticas, fluxos e explosões de saxofone (o primeiro instrumento de Bowie) e uma voz de veludo,  espalhando ora doçura, ora ansiedade.

O cantor tinha prazer em esticar e desconstruir as próprias canções, sem dar importância aos supostos limites de três ou quatro minutos do formato normal da canção pop-rock.

publicado por 7csradio às 08:06
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